quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Deficiente intelectual no mercado de trabalho, questão de cidadania


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A inclusão da pessoa com deficiência intelectual no mercado de trabalho é um dos programas prioritários da APAE Erechim. Na Escola Especial Branca de Neve, os estudantes começam desde cedo a exercitar sua autonomia, como fazer escolhas, tomar decisões, realizar tarefas pessoais do dia a dia sozinhos, e isso, para a Coordenadora pedagógica Leandra Kalles, já é o início do processo de inclusão no mercado de trabalho.

Dentro da Entidade há uma equipe multidisciplinar responsável pelo trabalho de inclusão, formada por Rosely Sponchiado, Psicóloga (CRP 07/04488); Maria de Lurdes Puerari (CRESS 7989); Alexandra Marques de Souza, Assistente Social e Leandra Kalles, Pedagoga. O estudante, com uma deficiência intelectual de leve à moderada, quando atinge 16 anos, idade considerada mínima para o ingresso no mercado de trabalho, começa a participar de grupos de capacitação, onde essa equipe de profissionais realiza um trabalho longo e minucioso com esses jovens e seus familiares.

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A psicóloga explica que esse trabalho deve começar pela conscientização das famílias desses jovens, sobre a importância de uma atividade produtiva na vida dos mesmos. Já que são capazes de realizar atividades e, assim, obter mais independência, autonomia e cidadania. O objetivo deste trabalho é que as pessoas com deficiência mostrem sua capacidade produtiva, não sendo um mero número para o preenchimento de cotas nas empresas.

O trabalho de grupo com as famílias e os jovens pode durar até um ano. Nos grupos os alunos são elucidados, pela psicóloga, a respeito de como funciona o mercado de trabalho e os jovens que já estão trabalhando contam como é o cotidiano deles, fazem até dramatizações, o que auxilia na hora de lidar com situações mais difíceis na vida real.

Quando um estudante consegue ter sucesso na realização de suas tarefas de trabalhador, a equipe percebe que a maior das mudanças nele é a elevação de sua autoestima. Isso é perceptível quando se conversa com um deles. Marcelo Martins, de 25 anos, está incluído no mercado de trabalho há dois anos, como repositor em uma loja de calçados. Ele conta feliz que irá tirar férias em janeiro e que nunca achou que não fosse conseguir trabalhar, sempre soube que era capaz. Também comenta que sempre teve o apoio da família e quando perguntado se recebe ajuda dos colegas de trabalho, explica que no início sim, mas agora “sei tudo, já”, comenta ele, sorrindo.

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O trabalho frente às empresas também é muito importante, já que o objetivo é que esses alunos realmente sejam úteis dentro das empresas, não são apenas para preencher cotas. Antes da inserção do jovem na empresa, é indispensável que as pessoas que estarão próximas a ele no setor, estejam preparadas para recebê-lo e auxiliá-lo. A empresa deve designar um funcionário como “padrinho” desse incluído, alguém que vai dar um suporte para ele, ajudá-lo, etc.

A escola faz o acompanhamento do incluído, fazendo visitas periódicas à empresa para conversar com as chefias, eventualmente chamando-os para participar de grupo com a família, apara avaliar o desenvolvimento desse aluno na empresa.

A inclusão do deficiente intelectual no mercado de trabalho é visto além da lei, é percebido como uma necessidade para o desenvolvimento jovem, é uma questão de cidadania.

* Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/midia_tmp/600--educacao070717.jpg
** Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhPr35SJTEA04JwhZSkyeuMZP8DFwgaJbkJqU8QcFiJfQRezyMYwvHGxCd_-hQJJL2gW7drSDAjUDd09C3PPRYVx2eonDVif89-l5SP6efmI4kWrmvak-Gh5LmoSskHCr86xlrxiizu7JY/s400/inovacao.jpg
*** Fonte: http://turismoadaptado.files.wordpress.com/2011/07/carteira-de-trabalho.jpg

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Papai Noel virá!


“Quando um adulto entende o verdadeiro significado do natal seu coração se abre, sua alma e seu espírito crescem e voltam a acreditar de que um Papai Noel existe e virá para trazer luz e paz aos homens”.

Com esta mensagem, a Escola de Educação Especial Branca de Neve – APAE de Erechim, se dirige aos colaboradores doadores da Sacola de Natal.
Esta forma de presentear um aluno no Natal, gratifica quem oferece e quem recebe.
Foram sugeridos neste ano, a doação de um brinquedo e doces, uma vez que a Entidade mandou confeccionar uma camiseta para todos os alunos.
Cada doador do presente de Natal, recebeu uma embalagem de caixinha reciclada produzida na escola pelos alunos e um anjinho em patchwork produzido na oficina oportunizada para as mães.
Se você, tem interesse e ainda não foi contatado para participar da Sacola de Natal, entre em contato com a Escola pelos telefones 3522-1598 e 3321-1451.

sábado, 3 de novembro de 2012

Qualidade de Vida, Uma Busca Coletiva


Como todos os anos, a Escola de Educação Especial Branca de Neve, mantida pela APAE Erechim, elege um tema para trabalhar no período letivo. No ano de 2012, não foi diferente. Neste ano, o tema abordado foi Qualidade de Vida, Uma Busca Coletiva.



Segundo as equipes responsáveis, a escolha do tema se deu em função da preocupação do corpo docente e técnico com o bem estar comum dentro e fora do espaço escolar. Também em função da necessidade em educar os estudantes para o autoconhecimento e aceitação, promovendo a autoestima e superação.
As atividades propostas que estão sendo desenvolvidas englobam assuntos referentes ao bem estar físico, emocional e espiritual; hábitos saudáveis; direitos, deveres e valores éticos; meio ambiente; alimentação e saúde.

A escola atende aproximadamente 160 alunos diariamente. As turmas são organizadas em ciclos I, II e III, onde os alunos são divididos de acordo com a idade. Além destes ciclos, também existem duas turmas de estudantes que apresentam aspecto de autismo, cujo objetivo da turma é desenvolver a comunicação e expressão, a fim de promover a autonomia. Além destas, também fazem parte do quadro: duas turmas do EJA, duas turmas de convivência com estudantes acima de 30 anos de idade, três turmas profissionalizantes – que trabalham na reciclagem e artesanato, e outra na manutenção de hortas. Outra turma também trabalha no atendimento e acompanhamento de estudantes incluídos na rede regular de ensino, além de uma professora que presta atendimentos individuais para estudantes com dificuldades de adaptação e convívio em turmas maiores.

Ainda na proposta de melhoria da qualidade, a escola oportuniza aos professores a formação continuada. Durante o ano de 2012, os estudos foram focados em Métodos e Processos de Alfabetização, numa perspectiva de estimulação cognitiva, onde foram realizados encontros mensais para estudos em parceria com a ACP Educativa.